Cotswolds

No dia 28/12/2013 saímos de Bath em direção a Cotswolds, uma região repleta de vilarejos, no interior do Reino Unido, distante a mais ou menos duas horas de Londres. Eu, que tenho um fraco por cidadezinhas pitorescas me encantei com o local. Ficamos dois dias passeando pelos vilarejos, mas confesso que para mim foi pouco, sugiro no mínimo uns três dias. As cidades de Cotswolds são relativamente próximas, em pouco tempo você vai de uma cidade à outra.

Assim, a sugestão é alugar um carro, ter um GPS e coragem para dirigir na mão direita, então, é só escolher uma cidade sede para ficar e fazer passeios de um dia. Nós optamos por ficar em Stratford-upon-Avon, mas depois conhecendo a região minha sugestão é ficar pelo menos uma noite no The Lygon Arms, um hotel do ano de 1532, que é muito charmoso e cheio de histórias. Além disso, o restaurante do hotel possui deliciosos pratos e o melhor quentão que eu já provei. Mesmo não ficando no hotel não deixe de ir ao restaurante e provar as maravilhas que são servidas por eles.

Ainda no dia 28 pela manhã estivemos na cidadezinha de Northleach, outro local encantador. No Ox House Wine Company tomei um chocolate quente maravilhoso, o local é super aconchegante e tem um ótimo atendimento. Saindo do bar, passamos pela Cotswold Store, The Dolls House, Mechanical Music Museum e Igreja Paroquial de São Pedro e São Paulo (conhecida como a cathedral de Cotswolds).

Seguimos até a aldeia de Bourton on the Water, mais um belíssimo lugarejo, chamado de Veneza de Cotswolds. É interessante caminhar contornando o Rio Windrush com suas várias pontezinhas, ir até a St Lawrence´s Church, visitar as lojinhas ou ainda tomar um chá da tarde no The Dial House.

Fomos em direção a Torre da Broadway, onde é possível tirar várias fotos legais, subir na torre, visitar um buncker “secreto” da Guerra Fria, comprar lembrancinhas e fazer um delicioso lanche no restaurante local, onde nós tomamos sopa de tomate para nos aquecermos do frio congelante que fazia.

Para finalizar esse lindo dia de sol e muito frio, nos dirigimos para Chipping Campdem onde jantamos maravilhosamente bem no The Lygon Arms. Infelizmente faltou tempo de explorarmos mais a cidade e também os demais vilarejos da região.

Já no dia 29, acordamos com mais um dia esplendido de sol e bastante geada. Aproveitamos o dia para conhecer Stratford-upon-Avon que em abril de 2014 completa 450 anos do nascimento de seu morador mais famoso: William Shakespeare (1564-1616).

Será que é redundante dizer que Stratford é simplesmente encantadora? Mas é… muito charmosa. Vale a pena passar um ou até dois dias explorando cada cantinho, sem pressa. Localizada em Warwickshire rural, às margens do Rio Avon, a cidade oferece várias atrações, como visitar a casa onde nasceu Shakespeare, a igreja Holy Trinity onde está seu túmulo, a casa onde morou sua esposa Anne Hathaway antes de se casar, o Royal Shakespeare Theatre, Hall’s Croft (casa da filha mais velha Susanna e seu esposo Dr John Hall), Nash’s House & New Place (casa de sua neta Elizabeth) e ainda as várias lojinhas e cafeterias existentes no local.

No final do dia ainda tentamos visitar o Castelo de Warwick, mas quando chegamos já estava praticamente fechando e infelizmente não foi possível conhecer. Fica para uma próxima viagem, porque a região de Cotswolds merece.

Reino Unido em Dezembro

 

Sempre sonhei em passar as festas de final de ano num lugar onde nessa época fosse inverno. Sentir o espírito de Santa Claus em baixas temperaturas, estando bem agasalhada e desejar Merry Christmas enquanto os floquinhos de neve caíssem pelo vidro da janela. Era um sonho!

Com amigos vivendo no Reino Unido há alguns anos e sempre na promessa de visitá-los resolvemos unir o útil ao agradável, e, assim em 22 de dezembro partimos em busca dessa realização pessoal.

Antes da viagem pesquisei muito como sempre. Programar os passeios, quantos dias ficaríamos, pontos turísticos, formas de locomoção, preços de ingressos, enfim… Descobri um blog que me auxiliou muito e por isso recomendo: www.londresparaprincipiantes.com

Conforme me aprofundava nas pesquisas descobri que, em vez de neve, o que Londres tem e muito são dias chuvosos. Outra novidade para mim e que me decepcionou foi saber que dia 25 de dezembro nada, eu disse NADA funciona na Inglaterra, não tem trem, nem vôo e nem um simples ônibus. Restaurantes, em geral, só funcionam com reservas e todos os lugares turísticos fecham, inclusive a London Eye.

Assim, para quem desejar passar o natal no UK precisa se adaptar às opções restritas. Nós optamos por viajar pelo interior, e no dia 25 partimos em direção ao Sudeste da Inglaterra – Canterbury e Dover.

Mas antes disso, na véspera de natal fomos ao maravilhoso Royal Albert Hall assistir ao concerto de músicas natalinas. Também reservamos ingressos pela internet para a missa do galo na Abadia de Westminster, que na minha opinião, é totalmente dispensável, decepcionante. As pessoas sentavam de lado e não de frente para o altar como é tradicional em qualquer igreja. Ficaram viradas umas para as outras, as cadeiras foram colocadas entre as colunas e não se enxergava absolutamente nada da missa, inclusive porque a catedral é imensa. Haviam televisores de poucas polegadas nas paredes e o povo mesmo dentro da igreja assistiu a missa pela TV.

No dia 25 de dezembro encontramos nossos amigos e seguimos em direção a pequena cidade de Canterbury localizada no condato de Kent, onde passeamos por suas ruazinhas cheias de lojinhas e restaurantes e visitamos a famosa catedral anglicana que guarda alguns dos mais elaborados vitrais do período medieval.

Seguimos, então, para a cidade de Dover (principal porto para travessia do Canal da Macha) onde tínhamos a intenção de visitar o Dover Castle, castelo situado no alto dos rochedos e The White Cliffs, as famosas rochas brancas. O castelo estava fechado para visitação, afinal era dia 25/12, e o tempo não cooperou para que pudéssemos aproveitar os paredões brancos de calcário, ventava muito e a sensação intensa de frio fez com que desistíssemos da nossa caminhada.

Optamos por andar pelo centrinho de Dover e após um dia de natal de muitos passeios continuamos até a cidade de Folkstone, onde passaríamos a noite no hotel Sandgate, e teríamos nosso jantar especial de natal. Jantar? No dia de natal? Sem reserva? Nem mesmo no hotel. E aí quase bateu um arrependimento…

Rodamos a cidade inteira em busca de comida, ligamos para vários restaurantes, mas às 5 horas da noite no Reino Unido já era tarde demais para uma reserva de jantar natalino. Quando já estávamos quase nos dando por vencidos e aceitando que depois de adiarmos nossa refeição do dia em prol de aproveitarmos nosso tempo conhecendo os pontos turísticos, acabaríamos degustando um pacote de biscoito doce, eis que o restaurante do hotel Best Western ofereceria uma festinha natalina especial “melhor idade”. E essas eram nossas opções: jantar biscoito ou desembolsar 35 libras por pessoa por um belo jantar natalino “a la” terceira idade avançada ao som de boa música ao piano. Ao final de um peculiar dia de natal um magnífico e diferente jantar… Nós merecíamos!

Na manhã seguinte, um lindo dia de sol nos brindava… Após apreciarmos um legítimo café inglês retornarmos até Maidstone e visitamos o Leeds Castle, um palácio rural considerado um dos mais belos castelos da Ingaterra, construído em 1.119. A entrada para o grande e lindo jardim e visita ao castelo custa £21 por  pessoa e o ingresso é válido por um ano.

A tarde seguimos para Brigthon no intuito de visitarmos o Royal Pavilion, porém, devido as fortes chuvas no dia anterior, várias estradas estavam fechadas e perdemos muito tempo procurando uma saída, além disso, era dia 26/12 que também é feriado no Reino Unido e as poucas atrações que funcionam acabam tendo horário reduzido.

No caso do Royal Pavilion havia fechado às duas horas da tarde e também devido ao inverno foi colocado uma pista de patinação no gelo em frente ao pavilhão, o que restringe a visão do local. O pavilhão é uma das construções mais suntuosas da região, de estilo oriental, foi construído por Jonh Nash, tendo sido terminado em 1823, foi vendido para a cidade de Brighton em 1850 pela rainha Vitória.

Passeamos pelo Píer, jantamos, fomos no Pub The Black Lion e acabamos a noite num merecido descanso no Best Western The Brighton Hotel que fica de frente para o mar.

Na manhã do dia 27 acordamos com muita chuva e vento, então resolvemos seguir viagem e depois de algumas horas, parados em nosso primeiro engarrafamento britânico, passamos em frente a Stonehenge (monumento pré-histórico erguido a partir de 3.000 a.C.) e a tarde chegamos à cidade de Bath já com o sol brilhando.

Bath está localizada no sudoeste da Inglaterra no Condato de Somerset e tem como principal atração as termas romanas construída no século 1º. Visitamos a Bath Abbey, os banhos romanos e jantamos no The Roman Baths Kitchen. Nossa hospedagem estava reservada no The Old Mild Hotel que havia sido atingido pelas chuvas e, assim, além de termos que aguardar para ter água quente nos banheiros, no dia seguinte o café da manhã deixou a desejar já que o hotel precisou fechar a cozinha por conta de alagamento.

Na manhã do dia 28 de dezembro seguimos viagem para a região de Cotswold, uma cadeia de pequenas colinas no centro da Inglaterra que se estende a 80 km para o norte a partir de Bath e vai até o sul de Stratford-upon-Avon. Mas os detalhes do restante da viagem continuam num próximo post.

Adivinhe onde fica este lugar… (parte 3)

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Adivinhe onde fica este lugar… (parte 2)

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Adivinhe onde fica este lugar…

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Santiago do Chile

 

Estive em Santiago em fevereiro de 2013 com alguns amigos. Foi a primeira vez que fiz uma viagem mais longa em grupo. Viajar a dois é sempre muito bom e importante para o casal, mas descobri que viajar entre amigos também pode ser bem legal…Tem sempre alguém para tirar fotos do casal, para dividir aquele lanche que o marido ou a esposa não gostam e ainda tomar uma tetera de té (bule de chá). O casal não estará sozinho para qualquer imprevisto e há diversão garantida. Você poderá compartilhar suas experiências e terá alguém para trocar fotos depois.

Montei o roteiro a partir da idéia de um amigo do grupo que tinha muita vontade de conhecer o Chile. Para agradar a todos, somente o Chile não foi suficiente e optamos por um roteiro que incluiu também a Argentina.

Assim, depois de algumas reuniões, conversas, telefonemas e trocas de e-mail, decidimos o roteiro: partimos de Porto Alegre em direção a Mendoza na Argentina (vôo com breve escala em Buenos Aires), três dias em Mendoza e seguimos para Santiago. Após 4 dias pegamos um vôo para Puerto Mont e ficamos hospedados por dois dias em Puerto Varas, de onde seguimos pelo Cruce Andino até Bariloche. Por fim, uma rápida parada em Buenos Aires para curtir a Confeitaria Las Violetas, o Shopping Designer e um pouco de Puerto Madero.

Locamos uma van com motorista particular que nos levou de Mendoza até Santiago através da rodovia Paso de los Libertadores, Ruta 7. Essa rodovia é muito linda e o ideal é contratar o transfer combinando a travessia para o Chile e paradas nos principais pontos turísticos que fazem parte do passeio Alta Montanha.

Em vez de fazer esse passeio e retornar para Mendoza (como é vendido o roteiro original) sugiro seguir adiante, passar pela fronteira com o Chile e se deslumbrar com o restante da paisagem que está do outro lado da alfândega. Uma dica muito importante é não cruzar a fronteira com qualquer tipo de produtos de origem animal ou vegetal, pois, a polícia revista tudo e os cãezinhos são infalíveis em detectar coisinhas não permitidas, nem que seja somente um pêssego, duas pêras ou cinco maçãs. Rssssssss.

 

Em Santiago ficamos no hotel Diego de Velazquez, os quartos e o café da manhã não são lá grandes coisas, mas o melhor do hotel, além do atendimento dos recepcionistas é o bairro da Providência. Este bairro é bastante movimentado, com vários restaurantes, lojas e shopping. Um táxi até o centro custa em torno de 5 mil pesos e de Providencia até o Cerro San Cristóbão são 2 mil.

Para aproveitar bem o que Santiago tem para oferecer, sem correrias, sugiro uns 5 dias de estadia. Assim, além de passear pela cidade e conhecer seus principais pontos turísticos é possível ir até a Vinícola Concha Y Toro e fazer uma excursão para Vinha Del Mar e Valparaíso.

Nós ficamos 4 dias e optamos por aproveitar mais a cidade e não fazer o passeio a Vinha Del Mar e Valparaiso.

 

Caminho de Mendoza a Santiago e Hotel Diego de Velazquez

Contratamos, ainda no Brasil, um tour pela cidade e, para nossa surpresa, a guia era brasileira e vive há muitos anos com a família em Santiago. Descobrimos como é bom chegar noutro país e ter um conterrâneo para nos atender, mesmo não sendo um país tão distante e podendo falar portunhol. Graças a Amanda (nossa guia) acabamos indo também a Concha Y Toro. Tivemos ótimos guias durante nossa viagem, mas a Amanda foi perfeita, nos acompanhou até a porta de embarque no aeroporto, enfrentou, inclusive a fila para o check in, sugeriu passeios, se colocou a disposição. Por causa desse excelente atendimento, vou deixar registrado o contato dela: Amanda.massena@live.cl – Amanda Turismo Flex.

Mesmo tendo visitado duas vinícolas em Mendoza, vale muito a pena ir até Concha Y Toro. Tivemos um tour guiado na parte externa pelos vinhedos e também dentro da bodega, visitando inclusive a adega do Casillero Del Diabo. Detalhe: o guia que nos atendeu na bodega também era brasileiro e vive na região há mais de 8 anos. Depois de um passeio muito bonito pelos jardins e vinhedos, houve degustação de vinhos, vídeo do Casillero e no final, de recordação, você traz para casa taça em que provou o vinho.

 

No tour pela cidade, visitamos os bairros Las Condes e Vitacura onde moram vários artistas chilenos e também oferecem uma vista muito bonita da cidade.

Fomos ao Pátio Bella Vista, shopping de restaurantes famosos e muito bons que ficam próximo ao Cerro San Cristóbal e a uma das três casas de Pablo Neruda. Após, visitamos uma loja de lápis-lazúli e fomos caminhar pelo centro, onde passamos pelo Palácio La Moneda (sede da Presidência do Chile), correio central, catedral metropolitana, antiga câmera dos deputados. Por fim, fomos ao mercado central, onde almoçamos no restaurante El Galeon e pagamos em torno de 9 mil pesos por refeição. De cortesia eles serviram pisco sour, uma bebida típica chilena que leva suco de limão e clara de ovo, dentre outros ingredientes. Sobre o restaurante achamos mais ou menos, não foi o melhor de Santiago. Bom mesmo é o restaurante Empório Siciliano, tipicamente italiano localizado na rua principal do Pátio Bella Vista. Lá, comi salada capresi e um canelosíssimo simplesmente magnífico. Uma refeição neste restaurante sai em torno de 10 mil pesos.

Após o almoço caminhamos até a casa que pertenceu a Pablo Neruda. A entrada com visita guiada custa 8 mil pesos. Vale a pena, você conhece um pouco da história desse grande escritor, visita a casa que abriga quadros interessantes e fotos de Neruda com amigos brasileiros ilustres, como por exemplo, Jorge Amado.

Comprei um souvenier na Fundação Neruda por causa de um poema do escritor que li na saída do tour guiado:

“Qué vas a hacer con tantos días que te sobran, y sobre todo con tantos días que te faltan?"

A tarde fomos conhecer o Cerro Santa Lucía e a feira de artesanato que fica em frente. Na minha opinião a feira é totalmente dispensável. Um táxi do bairro Bella Vista até a feira custa 3mil pesos. Preste muita atenção no taxímetro, pois, soubemos de casos reais onde o passageiro não ficou atento e o taxista cobrou 8 mil pesos pelo mesmo trajeto.

O Cerro Santa Lucía oferece uma vista muito bonita da cidade de Santiago, mas se prepare para muita escada e, principalmente subidas íngremes e precárias. Ainda assim vale a pena conhecer.

Outro lugar interessante de conhecer é o Cerro San Cristóbal, muito próximo a Fundação de Neruda e ao Pátio Bella Vista, é possível subir de funicular (tipo de um bondinho que estava em manutenção em fevereiro/2013), por isso, subimos de ônibus que sai a cada meia hora e é grátis. No topo do Cerro se encontra o monumento da Virgem de La Imaculada Concepcion.

Mas para quem tem tempo livre e muita vontade de caminhar o Cerro oferece bem mais. Há muita área verde e um zoológico nacional.

Uma sugestão para quem for a Santiago é ler o livro da Martha Medeiros: Santiago do Chile – Guia turístico descritivo. Ela conta da época em que morou na cidade e dá várias dicas interessantes.

Algumas considerações: em Santiago há um tipo de salgado que chama pastel de choclo feito com milho verde –  e uma bebida chamada mote com huesillos, refrescante, feita de água, pêssego desidratado, trigo mote e açúcar . Há vários locais pela cidade que oferecem esta bebida e prato tipicamente chilenos. Também há vários pratos que levam Palta (abacate). Eu, particularmente, não apeteci provar nenhum desses pratos diferentes.

O preço de uma garrafinha de água nos bares custa 650 pesos chilenos, já no super a garrafa grande sai por 690.

Ouvimos falar que em Santiago é comum haver terremoto, praticamente todos os dias, porém, não é sentido. Dois dias após deixarmos a cidade ficamos sabendo através de uma amiga que passou por uma situação de terremoto e que foi sentido em toda a cidade.

Nossos dias em Santiago foram de muito sol, calor, lindas paisagens e boa comida.

As belezas de Santiago

Serra Gaúcha–Vale dos Vinhedos e Caminhos de Pedra

 

E quem disse que é preciso sair do Brasil para visualizar lindíssimas paisagens que lembram a Toscana, desfrutar de bons vinhos, provar boa culinária, ouvir o sotaque italiano dos habitantes e ter atendimento vip que só quem visita a serra gaúcha sabe como é…

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